O Escândalo Cambridge Analytica e Possíveis Reflexos na Publicidade no Facebook

A revelação de que a Cambridge Analytica, empresa que fez nome ao redor do mundo vendendo serviços de big data para empresas e campanhas políticas, utilizou indevidamente dados de 50 milhões de perfis no Facebook para influenciar os resultados de eleições, feita em reportagens dos jornais The New York Times e The Guardian, caiu como uma bomba no colo de Mark Zuckerberg.

O Facebook havia permitido que um pesquisador da Universidade de Cambridge – que não tem relação com a Cambridge Analytica – desenvolvesse um aplicativo, para fins de estudo, que coletava as informações de usuários do Facebook que o baixassem. O problema é que, à época, a rede de Zuckerberg permitia – e isso era claro para aqueles que lessem os termos de uso dos aplicativos –  que os dados de todos os amigos da pessoa que baixou o app  fossem coletados, sem que tivessem conhecimento disso.

Esse pesquisador, Aleksandr Kogan, que segundo o The Guardian recebeu financiamento do governo russo para pesquisas sobre comportamento no Facebook, repassou esses dados ilegalmente à Cambridge Analytica, que os utilizou para categorizá-los de acordo com perfis psicológicos e impactar esses usuários. Não é possível afirmar, até o momento, que estes dados foram usados pela campanha de Trump, mas as suspeitas são grandes, como explica o ex-funcionário da empresa Christopher Wylie, que revelou a história toda, em entrevista à CNN.

E o Facebook? Seria uma vítima da Cambridge Analytica?

Talvez, mas a rede social descobriu em 2015 que os dados obtidos por Kogan foram “desviados” e apenas ordenou que estes dados fossem destruídos, sem se certificar se isso ocorreu de fato, e de acordo com o ex-gerente de operações do FB, Sandy Parakilas, a companhia prefere exercer pouco controle sobre o uso que terceiros fazem das informações de seus usuários.

Desde a descoberta do escândalo, o Facebook perdeu 35 bilhões de dólares em valor de mercado e Mark Zuckerberg não se pronunciou publicamente sobre o assunto, que também remete à nova regulação de proteção de dados que entra em vigor na Comunidade Europeia no dia 25 de maio.

ATUALIZAÇÃO: O CEO do Facebook divulgou uma nota na tarde desta quarta-feira (21) anunciando que irá investigar todos os apps que têm acesso a grandes quantidades de dados da sua plataforma, restringir o acesso de desenvolvedores a estes dados, e facilitar para que os usuários descubram quais apps estão vinculados à sua conta e desabilitá-los, caso queiram.

Com tudo isso, surgem campanhas já para que usuários saíam do Facebook. Mas é muito cedo – e o FB é muito grande – para determinarmos “o início do fim do reinado” de Zuckerberg.

O que pode acontecer são mudanças na forma como o Facebook entrega sua publicidade online aos usuários. Mas isso, é bom lembrar, pode variar de acordo com a legislação de cada país. As leis vão modificar na Europa, mas não no Brasil. Por isso, se houver mudanças nos Facebook Ads a médio prazo, muito provavelmente serão tomadas pela direção do FB a fim de tranquilizar seus usuários sobre a privacidade dos dados, uma questão que não movimenta a opinião pública por aqui.

De qualquer forma, as redes sociais oferecem uma segmentação como nenhuma outra mídia oferece. E continuarão sendo uma forma de alcançar seu consumidor, estabelecer um relacionamento com ele e torná-lo um “advogado” da sua marca.

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